No final de 2015, conversando com o kov (Gustavo Noronha) sobre a minha vontade de criar o “Me representa” (um projeto onde qualquer cidadão poderia ver se o seu representante estava votando como ele esperava), ele comentou que tinha rabiscado uma ideia de ter em um único lugar todas as informações dos políticos e partidos Brasileiros (Esse é um dos grandes problemas que enfrentamos no OlhoNeles.org, porque toda vez que escrevemos um novo coletor precisamos mapear os políticos e os partidos novamente e ainda encontramos vários problemas para identificar os candidatos que muitas vezes são referenciados pelo apelido).

Ideias foram surgindo em volta do tema e a possibilidade de criar uma base de dados e uma linha do tempo de todos os candidatos e partidos políticos Brasileiros pulsaram forte na minha mente. Algo como um Curriculum Vitae do candidato. Qual ano ele foi eleito, qual não foi. Como foi a sua carreira, se ele começou como vereador, virou deputado estatual, prefeito, etc. Quantas vezes ele mudou de partido e quais foram, etc.

Pesquisei e vi que o TSE disponibilizava os dados em formato zip para cada ano. Abrindo o zip, existem vários arquivos em formato texto para cada Estado Brasileiro. Cada arquivo contém as informações sobre as eleições e os dados pessoais dos candidatos.

Sabendo onde estavam os dados eu poderia fazer download de todos os arquivos zip’s que eles disponibilizam (de 1945 até 2014) e processar todos eles, mas seriam várias horas gastas se mais alguém no mundo teve a mesma ideia e processou todos os arquivos.

Pesquisei novamente e vi que vários projetos utilizavam os “dados abertos” do TSE, mas todos eles faziam só a camada de visualização, não disponibilizavam uma forma onde eu poderia usar a base de dados já processada. Fiquei imaginando as inúmeras vezes e horas gastas para reprocessar esses dados em cada projeto devido a escolha do TSE em disponibilizar os dados em formato zip. Se tivessem feito uma API, não seria necessário processar os arquivos e ainda correr o risco de fazer algo errado. Acredito que esses dados seriam muito bem usados em Hackathons pelo país, por exemplo.

Como uma das nossa ideias era também fazer uma camada de API e deixar os dados realmente abertos, não demorou para que eu começasse a escrever uma versão inicial de uma API com os dados do TSE. O código da API é livre e pode ser testado aqui: http://politicos.olhoneles.org

 

Políticos API

Como quero validar a ideia rápido, a base da Politicos API é o framework Django. Por isso optei em usar o Tastypie, que é um framework Python poderoso e altamente personalizável de criação de APIs. Também usei o Swagger, que é uma representação simples mas poderosa de uma API RESTful.

 

Se você esta familiarizado com o Git, basta executar o seguinte comando para fazer download do código:

git clone https://github.com/olhoneles/politicos.git

Caso queria navegar no código fonte, acesse: https://github.com/olhoneles/politicos/

 

Para a primeira versão, coletei os dados das eleições de 2000 até 2014. Se não ocorreu erros, no total concorrem 1.150.792 candidatos únicos, sendo ​841.542 homens, ​309.117 mulheres e 133 não informaram o sexo.

Como uma API é voltada para desenvolvedores, também comecei a desenvolver uma visualização desses dados que pode ser acessada no endereço: http://olhoneles.github.io/politicos-react/

 

Politicos React.JS

 

O que é uma API?

A sigla API refere-se ao termo em inglês “Application Programming Interface” que significa em tradução livre para o português “Interface de Programação de Aplicativos”. Segundo a Wikipedia: “API é um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para a utilização das suas funcionalidades por aplicativos que não pretendem envolver-se em detalhes da implementação do software, mas apenas usar seus serviços”.

 

Dados abertos

Segundo a Open Definition, dados abertos são dados que podem ser livremente utilizados, reutilizados e redistribuídos por qualquer pessoa – sujeitos, no máximo, à exigência de atribuição à fonte original e ao compartilhamento pelas mesmas licenças em que as informações foram apresentadas. (Fonte: Wikipedia)

Projeto de Gustavo Noronha e Marcelo Vieira analisa dados públicos da Assembleia Legislativa
por Paola Carvalho | 29 de Janeiro de 2014

Noronha (à esq.) e Vieira: orientação para os eleitores

Noronha (à esq.) e Vieira: orientação para os eleitores

Eles vêm tirando o sono dos deputados estaduais. Já receberam algumas ameaças, mas parecem não dar a mínima para as reclamações das autoridades. Os hackers Gustavo Noronha, de 30 anos, e Marcelo Vieira, de 32, querem mesmo é que todo mundo saiba como os parlamentares estão gastando os 20 000 reais mensais da verba indenizatória que serve para custear despesas de transporte, hospedagem e alimentação, entre outros itens – um dinheiro público sobre o qual devem prestar contas. A dupla criou, há quatro anos, o olhoneles.org, um site onde qualquer cidadão pode acompanhar os gastos de forma bem simples, o que não costuma ocorrer nos portais oficiais de transparência. A ideia foi de Noronha, em 2010, quando quis avaliar o comportamento dos candidatos à reeleição antes de decidir seu voto. No portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ele encontrou muitos números e poucas conclusões. “Os dados são individualizados e separados por mês, o que não permite ter uma visão geral do mandato ou fazer comparações”, afirma o programador de computadores. Sem se dar por vencido, ele convidou o amigo Vieira, também programador, para juntos criarem o que chama de “robozinho”, um aplicativo que entra no portal da assembleia e coleta os dados da execução orçamentária, que a casa é obrigada a divulgar on-line por força de uma lei federal. “O que fazemos é apresentar as mesmas informações em outros formatos, como por meio de tabelas e gráficos”, explica Noronha. Ele faz questão de frisar que não existe nenhum trabalho de análise em seu site. Mas, diante da “tradução” dos dados, fica fácil para qualquer eleitor tirar as próprias conclusões, como quem são os líderes no ranking da gastança (veja o quadro acima). No olhoneles.org, é possível ver as despesas por parlamentar, partido, fornecedor ou tipo de gasto.

Noronha e Vieira, que são funcionários de empresas privadas de tecnologia e costumam prestar serviços também de consultoria, usam as horas vagas para atualizar o site, que recebe hoje uma média de 200 visitantes por dia – número que, em ano eleitoral, tende a aumen­tar. Depois da experiência com a assembleia mineira, eles ampliaram o serviço e atualmente coletam também informações das câmaras municipais de Belo Horizonte e São Paulo, além de dados do Senado. Os dois já receberam até proposta de patrocínio, mas recusaram. “Não temos fins lucrativos”, diz Vieira. Muitos amigos apoiam o exercício de cidadania da dupla, mas há quem considere o trabalho uma perda de tempo um tanto perigosa. As ameaças – principalmente de processos contra eles – são frequentes, embora não exista nada no site que não seja público.

De vez em quando, os hackers deparam com casos suspeitos. Certa vez, pediram esclarecimentos a um parlamentar sobre pagamentos feitos a uma empresa cujo registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) tinha o mesmo algarismo, o 5, repetido em seus catorze dígitos. Esperavam que a identifica­ção da “empresa cinco” fosse retificada. Mas o lançamento simplesmente desapareceu do sistema. “Há outras esquisitices, como notas seriadas e valor mensal fixo de combustível”, exemplifica Noronha. “Ainda vamos cruzar muitos dados”, promete Vieira. De fato, é um serviço público importante.

Números do atual mandato
De janeiro de 2011 até a última terça (21), as despesas com a verba indenizatória dos deputados estaduais mineiros somaram 46,1 milhões de reais

Os deputados que mais gastaram em milhares de reais

  • Adalclever Lopes (PMDB): 740,5
  • Adelmo Carneiro Leão (PR): 729,2
  • Rosângela Reis (PV): 723,0
  • Zé Maia (PSDB): 720,1
  • Alencar da Silveira Júnior (PDT): 720,0
  • Deiró Marra (PR): 720,0

Para onde foi o dinheiro em milhões de reais

  • Divulgação da atividade parlamentar: 14,529 31%
  • Locação e fretamento de veículos: 9,864 21%
  • Combustível e lubrificante: 8,447 18%
  • Serviços de consultoria, assessoria e pesquisa: 7,057 15%
  • Locação de imóvel e despesas de manutenção: 3,009 7%
  • Outros: 3,218 8%

Fonte: http://vejabh.abril.com.br/edicoes/hackers-criam-site-ajudar-compreensao-prestacao-contas-deputados-estaduais-771394.shtml

Após o rompimento da sociedade FITNOVA, eu, Rafael e César decidimos continuar com um novo projeto e um novo nome. Após alguns meses pensando, escolhemos o nome Movimente.me e a marca:

movimente.me

Conseguimos melhorar e muito a plataforma antiga. Mexemos na usabilidade de todas as páginas, na visualização e nos filtros do catálogo de exercícios e no layout. Lançamos o Movimente.me no dia 02 de Outubro de 2013. Por todo esse trabalho, eu gostaria de agradecer todas as pessoas que nos ajudaram a construir esse novo projeto, em especial Eduardo Loureiro, Marcos Paulo Machado, Guilherme Guerra, Lincoln de Sousa, Gustavo Noronha, VJ Pixel e Pablo Aguiar.

Como funciona?

Após cadastro no site, é necessário preencher um questionário com 15 perguntas para descobrirmos o seu nível de condicionamento físico atual. Terminando essa etapa, temos um segundo questionários com 8 perguntas sobre o objetivos do seu treino. Com os dois questionários respondidos, um treino é selecionado com as suas características. Daí é começar a treinar, movimente-se!

Sobre o Movimente.me:

Uma plataforma de Educação Física a distância que permite a organização, o controle e o acompanhamento para a prática de atividades físicas, podendo ser utilizada tanto por praticantes quanto por profissionais. Sendo onipresente para os usuários, além de simples e a um baixo custo.